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domingo, 6 de maio de 2012

Resenha de Quinta Avenida, 5 da manhã


Em míseros 23 dias, eu completo vinte seis anos e, para minha surpresa, no mesmo mês Audrey Hepburn chegaria às suas oitenta e quatro primaveras!

Por isso, para comemorar duplamente esse mês recomendo a vocês um livro que me fez ainda mais um singelo admirador da pessoa, mulher, mãe e estrela Hepburn: “Quinta avenida, 5 da manhã”.



Essa obra prima de Sam Wasson narra do nascimento da moça como atriz tendo foco na criação, nos bastidores e em todo o trabalho divisor de águas em sua carreira: “Bonequinha de luxo” (Breakfast at Tiffany’s), coroando Audrey como diva suprema.

Certamente a Sra. Hepburn nunca imaginaria que essa obra seria hoje em dia referência no cinema como peça clássica e fundamental da sétima arte ou tampouco preveria que um filme arriscado e polêmico para sua época sobre uma mulher que tem o amar como profissão adquiriria admiradores e se espalharia como pólvora em vários outros lugares, não só nas telas do mundo afora, por todos esses anos.
Também é necessário salientar a riqueza e perfeição com a qual Wasson aborda o plano sociocultural, mostrando ao leitor como Hollywood criou toda uma estratégia para não ferir a boa moral da época e transformar a adaptação de um livro polêmico em algo divertido e bem aceito pela grande nata Norte americana. Principalmente para as socialites nova-iorquinas, pois se identificaram com o jeito cool de ser da protagonista.

Mais que falar das facetas de um filme, o autor mostra que o mesmo define o surgimento da nova mulher moderna, independente, atrevida que fala de sexo numa visão feminina, porém mais reservada. Se você gosta de Sex and the city, perceberá em Carrie Bradshaw um pouco da essência de Holly Golightly.

Uma diva nasce diva? Não, uma diva é lapidada em qualquer coisa que os grandes estúdios queiram! Isso é claramente notado nas 255 páginas do livro, já que o mesmo traça um paralelo entre a criação do mito Audrey e de outro em voga atualmente: Marilyn Monroe.

Sim, é levar duas divas com preço de uma! O livro mostra como era a arte de arrematar estrelas para seus filmes, todo o jogo de sedução e negociação dos produtores com seus assessores. Muitos não sabem, mas o nome cotado para dar vida a Holly primeiramente era o de Marilyn, ideia essa descartada no início do projeto, pois como já foi dito, curvas e sedução não eram vistos abertamente com bons olhos na sociedade. Até vendia e muito, mas não seria bem aceito pelo público crescente, o feminino.

Diva eternaliza sua história em filmes séries e Moda:


Boneca Barbie Audrey inspirada em Bonequinhas de luxo


Cena de Bonequinhas de luxo

Penelope Cruz em Abrazos Rotos look inspirado na diva

Anne Hathaway e Cruz em  look Bonaquinhas de luxo


Sarah Jessica Parker também adotou o look

Alyssa Milano adota look da estrela em um  episódio de Charmed
 Para quem ainda não conhece Bonequinhas de luxo, confira algumas cenas do clássico:



 Povo fashion que eu amo e adoro, aproveite a dica de um livro maravilhoso digno de ser lido! Espero que gostem e me deixem comentários e impressões.

Williamgo


Todas as imagens Google






sábado, 14 de abril de 2012

"Moda é oferta, estilo é escolha" Glória Kalil


Ser fashion... Eita adjetivo meio bicho de sete cabeças, quatro estações, muitos modismos, tribos e confusão! Todos querem estar na moda.

Todo mundo quer fazer o carão, o já conhecido e venerado “Je ne sais quoi”; aquela coisa acordei, vesti meu jeans super bem lavado, meus ankle boots peep toe de tachinhas, minha regata “podrinha” e cabelos com atitude mil. Não é verdade? Entretanto, isso é estar na Moda, é ter estilo? 

Quem dita a Moda? Quem ainda usa essa palavra “dita”? Isso de flúor, animal print, vermelhos que incendeiam o verão e os nudes que esquentam a imaginação do bofe?

E se por estar acima do peso, uma peça flúor aumenta meu quadril ou um nude, ao invés de esquentar, assusta meu bofe de ouro?!

Para quem curte realmente Moda, e não vive na futilidade fashion, vale a pena conferir um pouco mais das estruturas da Moda, da história e, por conseguinte, do mercado fashion. Por isso, sugiro aos meus queridos leitores um especial do De frente com Gabi, onde a convidada é Glória Kalil.

Da primeira vez que li o Chic da Glória detestei a maneira como ela defendia "o ser chique". Tudo muito cheio de regras, normas, combinações prontas; tudo no estilo “feito pra não errar!”; o que para mim era sinônimo de prisão e não de expressão.

Porém, depois que vi essa entrevista, me deparei como uma mulher mais moderna, com concepções atuais e flexíveis. Não existe a verdade única, o comprimento certo ou a cor da vez.
Glória deixa bem claro que a Moda depende de vários fatores e diretrizes. Na verdade, essa é uma soma de valores distintos que tecem uma realidade sedutora de um “Je ne sais quoi” complexo: história, momentos políticos,socioeconômicos, mercado,inteligência e, claro, sensibilidade artística.

Gosto de pensar que toda essa mescla gera um grito de informação e expressão para o mundo, que de maneira intrigante, é absorvida por uma massa ou certos grupos; sendo assim decodificada pelos indivíduos pertencentes aos mesmos e transformada em sua voz, na sua verdade: no seu estilo, forma de viver, realidade e maneira de ser, que é a identidade própria.

Gostaram dessa introdução? Assista aos vídeos. Gostaram das minhas colocações? Não?! Então escrevam para mim!

Futilidade fashion? Isso para mim é muito pouco! Moda com consciência e conteúdo? Isso para mim é 4fashion4all!


Williamgo